domingo, 26 de abril de 2009

Know Your Enemy






"We've got to regain knowledge again, and we've got to regain an understanding again, of who we are. Not just those chosen to fuel systems, but individuals who have the power to criticize and analyze, and attack injustice when it becomes prevalent and apparent in front of our faces like it is in ours right now. We've been all put to sleep. Put to sleep to a system. A system that continues to perpetrate ignorance amongst our spirits and amongst our minds. One that wants you not to act. A system that would rather see all of you at that bar drinking beer filling your minds being put to sleep with beer or with drugs, rather than acting against it and fighting a system which has been perpetrating imperialist lies and other fucking bullshit for five hundred years. So fucking drink up or fucking wake up. You're part of the solution or you're part of the fucking problem. I am sick and tired of my own complacence in my life and I know I'm fucking sick of yours. So wake up and stop fucking sleeping. Wake Up."
Zack De La Rocha

sábado, 25 de abril de 2009

Quem é quem



"Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!"


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Emir Kusturica


"É possível saber o peso do fumo de um cigarro. É muito simples: primeiro pesa-se o cigarro. Depois fuma-se e vai-se depositando a cinza no prato da balança. No fim, pesa-se essa cinza mais a beata que sobrou do cigarro. A diferença dá-nos o peso real do fumo".
A teoria é de Walter Raleigh, o Sir que introduziu os cigarros na corte inglesa de Isabel I e foi explicada por William Hurt a Harvey Keitel no melancólico crepuscular "Smoke", de Wayne Wang e Paul Auster (1995).
Teorias fantásticas! Ou como dizem os franceses:fantastic theories!



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mundo ao avesso



" Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."
Fernando Pessoa




 Radiohead - Karma Police

segunda-feira, 13 de abril de 2009

CENSURADOS de nascer até morrer


Whenever I hear “they hate us because of our freedom” or "because they hate our way of life" or some other such drivel, I don’t know whether to laugh or cry. If real people didn’t suffer the consequences of it, such ignorance would be amusing. But another annoying thing about statements like these is that they perpetuate the myth that we live in a land of freedom. The sad fact is, we are not free, and haven't been for a long, long time.
Freedom is a state of being where an individual does not have to get permission in order to do something that harms no one else’s person or property. How many things can you do without getting permission?
We think we are free.





domingo, 12 de abril de 2009

John Lennon (1940 - 1980)



"I was dreaming of the past


And my heart was beating fast


I began to lose control


I began to lose control "
John Lennon



1940 - John Winston Lennon nasceu no dia 09 de outubro de 1940, em Liverpool.

"Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres, se elas voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive." J.L.


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor para valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram para nós que amor não é accionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo para a gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém." J.L.

1980 - John Winston Lennon é assassinado em Nova York a 8 de Dezembro de 1980.


John Lennon - Stand By Me

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Carregar o mundo às costas...

Fernando Nobre, médico, cirurgião, urologista e Fundador da AMI - Ajuda Médica Internacional


O que é que a engenharia poderia fazer?
Por exemplo, a implementação de energias alternativas. Mas duvido que enquanto houver combustíveis fósseis, as grandes companhias petrolíferas aceitem inflectir o seu andamento. Porque o aumento do preço do combustível dá-lhes grandes lucros.Contudo, não podemos utilizar biocombustíveis que vão ser produzidos através da utilização e matérias-primas que servem de alimento às pessoas, porque vamos estar a aumentar a fome. Têm de ser criadas outras alternativas, e aí entra a engenharia. Outras questões como a previsibilidade de furacões e outros fenómenos da natureza, também são importantes e estão na esfera da engenharia. Sabemos, por exemplo, que nos últimos dois anos o número de furacões no Golfo do México aumentou em 30%. Independentemente da farda ou do capacete que possamos usar, somos todos cidadãos, e enquanto cidadãos, e tendo as nossas ordens profissionais, cabe-nos também fazer lobby, no bom sentido – entenda-se, pressão sobre a governação global –, para que certos desmandos cessem. E cada um com a especificidade da sua formação poderá falar sobre aquilo que lhe diz respeito. Aqui os engenheiros podem abordar soluções científicas para o que aí vem, e têm que se antecipar. É verdade que demos mundos ao mundo, é verdade que começámos a globalização, para o bem e para o mal. Nós, portugueses, temos alguma responsabilidade histórica para com comunidades no mundo que continuam a viver com os nossos apelidos. Mas acho que não temos que ter vergonha, para o bem e para o mal. Hoje, nessa globalização, temos que fazer parte daquilo que apelido de cidadania global e, de preferência, solidária. Como cidadãos globais, que temos que ser, porque não se pode ser anti-globalização, há que tentar pôr nessa globalização a tal vertente ética, social, histórica, de aproximação, de pontes, de diálogo. Acho que é isso que temos de fazer, criar pontes. E nós, portugueses, se nos virmos como cidadãos globais com a tal vertente social, e por isso solidária, poderemos construir um mundo menos conflituoso, menos inquietante, do que aquele que para já se nos impõe.
E o que acha que dizem as estrelas sobre o futuro do nosso mundo e do nosso planeta...
Estou pessimista. Eu costumo dizer que o optimismo da minha vontade, para já, não se consegue sobrepor ao pessimismo da minha razão. Estou pessimista, mas acredito que o ser humano sempre teve capacidade de reacção perante dificuldades tremendas. Mas acho que a minha geração, a de Maio de 68, se acomodou muito, a muita coisa, e que está a passar um testemunho complicado à geração seguinte.
E como dizia a minha amiga Sophia de Mello Breyner, “nada é mais triste que um homem acomodado”. Porque um homem ou uma mulher acomodada já abandonou a luta.



A simplicidade com que pronuncia frases contra a indiferença ou sobre a forma como salvou e ajudou quem dele necessitou evidencia o seu carácter nobre, a sua filosofia de vida que consiste em privar-se de uma vida confortável e da companhia da família em prol dos despojados de tudo. É louvável tamanha dedicação, humanidade e bondade reunidas numa só pessoa que, apesar dos seus quase 60 anos de vida, continua a colocar o "vós" antes do "eu", coisa que nos dias que correm é cada vez mais invulgar. Uma vida de dedicação ao mundo.

domingo, 5 de abril de 2009

Yesterday


Eu continuo sem acreditar! "Ver para crer", dizem alguns. Ver e não crer, digo eu.
"And I wonder how, I wonder why, yersterday you told me about the blue blue sky.And all that I can see is just a yellow lemon-tree..."



quarta-feira, 1 de abril de 2009

Because the Night

"Nada de grande se realizou no mundo sem Paixão"
Georg Hegel


Paixão

//n.f. Sentimento intenso e geralmente violento (de afecto, ódio, alegria, etc.) que dificulta o exercício de uma lógica imparcial; grande desgosto; sofrimento intenso; parcialidade.


Dicionário Lingua Portugesa 2009, Porto Editora


Patti Smith (30 de dezembro de 1946) é poetisa, e cantora norte-americana.Tornou-se proeminente durante o movimento punk com o seu álbum de estreia, Horses em 1975. Conhecida como "poetisa do punk", ela trouxe um lado feminista e intelectual à música punk tornando-se uma das mulheres mais influentes do rock and roll.